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OK, posso ser um porco mas...

por Fernando Lopes, 23 Jul 16

Untitled..jpgeste empratamento visto ao longe tem o seu quê de fálico.

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Promessa.

por Fernando Lopes, 22 Jul 16

Expressar-se através de alguma forma de arte é sempre uma necessidade interior e individual. Não tendo a pretensão que escrever num blogue é uma forma de expressão artística – estou absolutamente seguro que o não é – a necessidade de comunicar é do indivíduo, sobretudo consigo mesmo, reflectindo ou revivendo episódios através da escrita. A maioria de nós dá uma importância absolutamente despropositada à merda que escreve. Tendemos a fazê-lo para o que supomos ser um público, como se o mundo ficasse mais pobre sem nós e o nosso canto. Também tive ilusão de valorizar as visitas, pageviews, e essas tretas. Depois cresci, percebi que é um instrumento que pode eventualmente interessar a um ou outro, mas é sobretudo uma forma de individualidade. Se muita gente gostar, óptimo, se não, tudo bem na mesma. Termos noção da nossa infinita pequenez, da importância que não temos, é uma forma de liberdade sem igual. Escreves não para agradar ou confrontar, apenas porque te apetece. Se como eu, fazes um diário, tens de ter a capacidade de te expor. É essa a tua forma de dar, assumindo fragilidades, manias, tristezas. Os leitores são muito mais espertos que tu, sabem à primeira se estás a ser autêntico ou não. Escrevo isto, porque pela primeira vez em muito tempo estive a olhar para as estatísticas do Purgatório. Parece que há muita gente que gosta, fico feliz. A única promessa que faço é manter a autenticidade, chorar quando tiver vontade, rir sempre que me apetecer, ser confessional quando assim tiver de ser.

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Apanhar Pokémons.

por Fernando Lopes, 21 Jul 16

- António, tens no GPS do carro como último destino um motel? O que é isto?

 

- Filha, fui apanhar pokémons, tinham lá um montão deles.

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Para onde vais de férias, Fernando?

por Fernando Lopes, 20 Jul 16

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As férias sempre foram um tema fracturante, primeiro na família Lopes, agora na novel família Aires Lopes. Adoramos praia e deserto, se for possível uma combinação dos dois, esse é o território de eleição. Já o fizemos várias vezes, na Tunísia, Marrocos, Sal, Boavista, locais áridos e com praia. Há poucas coisas mais belas que o mar azul na frente e areia, rochas, e uma ou outra acácia nas costas.

 

O Algarve está fora de questão por razões puramente pessoais. De 1972 a 1982, num Mini Cooper, com uma grelha e as malas em cima, deslocámo-nos para Vilamoura a expensas do pai. Um tirocínio deste calibre mata a vontade de allgarve ao mais pintado.

 

Depois existem razões económicas e burguesas. O último sítio que me agradou verdadeiramente no Algarve era na fronteira entre a Quinta do Lago e o Ancão. Há dois anos pediam-me em Agosto, 275 euros/dia por um apartamento engraçado, pequeno-almoço e jantar. Vão-se foder, por 300 euros/dia consigo correr mundo. A razão burguesa é que me ficaram na memória as diferenças de tratamento entre o canalizador inglês e o executivo português. O primeiro, com acento cockney, coçando os tomates em público, era mais bem tratado que o mais bem-educado dos portugueses. Pode já não ser assim, mas a imagem da minha infância subsiste. Vão-se refoder.

 

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Não conheço a Ásia e planeávamos ir à Tailândia. A senhora minha mulher recusou-se. «Não vou andar quase quatro dias de avião para depois estar lá oito dias», disse ela. Numa conversa no aniversário de um amigo, Gonçalo Cadilhe – esse mesmo, o viajante profissional – tinha-me recomendado a Taprobana, antigo Ceilão, actual Sri Lanka. O problema era o mesmo, mais de 24 horas em trânsito entre a saída do Porto e a chegada a Colombo. Para fazer a vontade à minha sra. dona, e porque me agrada, vamos passar 15 dias na ilha que as fotos ilustram. Adivinhem lá onde é.

 

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Prometo fazer umas croniquetas de viagem, dizer como é, o que vale a pena, como são os indígenas. Até lá conto ansiosamente os dias que faltam para abalar.

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Ser chefe.

por Fernando Lopes, 19 Jul 16

Ser chefe não é apenas – não é sobretudo – ser tecnicamente competente, ter conhecimentos superiores aos dos subordinados. É saber motivar, ser tutor, vigilante, atento, permitir que os outros ganhem asas e não ter medo disso. É ser magnânimo, não carrasco. Para um bom chefe as qualidades humanas são tão importantes quanto as técnicas, talvez mais.

 

Ocorre-se esta prosa a propósito de uma equipa externa que presta serviço na empresa onde trabalho, comandada por uma jovem mulher a quem todos gabam a competência e abominam o carácter. Tem um jeito de mulher de soalheiro que me inibe, a mim, moço habituado a ambientes de cortar à faca. A todos os subordinados já ouvi uma queixa, um lamento, uma ou outra lágrima a espreitar nos olhos. Observadores externos comentam a rudeza, a aflorar a maldade, com que se dirige à «sua» equipa.

 

A moça é a prova provada que não basta ser um bom técnico para comandar uma equipa. Tem de se ter coração.

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A Carla tem um sonho.

por Fernando Lopes, 18 Jul 16

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Nunca nos vimos, mas já trocamos experiências e até uma ou outra confidência. A Carla quer editar um livro usando para isso uma plataforma de crowdfunding. Escreve prosa e poesia, é jovem e atirada – criou a sua marca de compotas caseiras que recomendo vivamente. Está a pouco mais de 200 euros de concretizar o seu objectivo. Peço a quem possa que ajude a transformar este projecto em algo palpável. Com estes olhos é impossível negar-lhe o que seja. Agradeço por ela. Mesmo.

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Pudor retroactivo.

por Fernando Lopes, 15 Jul 16

Nos meus tempos de jovem – a long, long time ago – existia uma espécie de raparigas que definiria como «virgens retroactivas». Podiam ter dormido com dezenas de marmanjos, ter imitado a Cicciolina nos balneários de uma equipa de futebol, mas quando arranjavam caso sério tomavam banho instantâneo de pudor. Nunca viram, nunca fizeram, nunca sequer tocaram noutro homem que não o seu amado. Uma forma de reinventar a história como qualquer outra. Riamo-nos e deixávamos passar, fazendo prova séria da virgindade da moça, mesmo que vários de nós tivéssemos comprovado in loco que assim não era.   

 

Julgava eu que a virgindade ou pudor retroactivados eram coisa do passado quando levo um estalo de realidade. Num dos sítios onde costumava tomar café, havia – e há – uma rapariga loira e gordita com quem costumávamos brincar por ser do Benfica. Diga-se em abono da verdade que o toque de peixeira, avantajado das carnes, russo mal tratado do cabelo, são capazes de tira «ponta» ao mais afoito. Em resumo, mulher sem interesse nenhum.

 

Ora a dita cuja arranjou namorado ou marido e automaticamente deixou de conhecer outro homem que não o seu «esponjo». Hoje, quando ia tomar café e me preparava para lhe dar as boas tardes, a coisa vira-me a cara. Estive para a deixar envergonhada frente ao marido, namorado, ou lá o que é.

 

- Então não se cumprimentam as pessoas, vira-se a cara? Foi essa a educação que lhe deram, ou agora os clientes do café já não são seus conhecidos?

 

Respirei fundo dez vezes e ignorei, podia vir o macho armado em paladino e não me estava a apetecer andar à estalada. Também não valia a pena gastar cera com tão ruim defunto, mas alguém me explica porque é que estes atavismos ainda subsistem numa mulher que seja?

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Anjos improváveis.

por Fernando Lopes, 14 Jul 16

Às vezes deparas-te com uma encruzilhada. Hesitas, não sabes se deves avançar, recuar, ou simplesmente ficar quieto. Baloiças em corda bamba, funambulista a milímetro do abismo ou glória. As pernas tremem-te, com elas o arame que te equilibra baloiça perigosamente. Alguém, com toda a calma do mundo, questiona-te, e sem esse intuito, faz-te ver o caminho a seguir. Renovado, respiras de alívio. Não acredito em anjos, mas há-os por aí, sem que te apercebas caminham a teu lado, são teus amigos, gostam de ti. Talvez ser anjo seja apenas isso.

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Fast Car. (*)

por Fernando Lopes, 10 Jul 16

Gosto de conduzir, de sentir a força do motor debaixo do meu pé direito. Sendo um familiar, o meu carro tem 185 cavalos, mais que suficiente para me fazer andar acima dos 200 km/h sempre que me apetece e é possível. Nessas minhas cavalgadas tive a sorte de nunca levar com uma multa por excesso de velocidade. Pode aparecer estranho, mas há um momento de concentração em que estás só tu, o carro e a estrada. Tornámo-nos peça única, apenas com um objectivo: andar depressa.

 

Andar depressa como se assim conseguisse deixar para trás todos os problemas, angústias, inquietudes.

 

(*) - https://youtu.be/uTIB10eQnA0

 

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Freirao.JPGCurral das Freiras, Madeira, nos idos de 2001

 

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  • Trêza

    Idade: não interessa para nada;Trabalho: apenas um...

  • Rita

    Faça a tatuagem onde tiver espaço suficiente para ...

  • Anónimo

    Forte abraço e beijos para as meninas.Filipe roído...

  • Genny

    Boas férias, Fernando!Beijos

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