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Sentir-se jovem.

por Fernando Lopes, 9 Dez 16

Procuro treinar no ginásio três vezes por semana. Por conveniência e por haver menos povo costumo ir das 20:00 às 21:30. Hoje fiz ponte, e fui treinar de manhã. Que maravilha, senti-me jovem e atlético. À hora de jantar a população é predominantemente masculina, composta sobretudo por jovens «ratos de ginásio», que levantam 70 quilos como eu 20. Hoje, quando entrei, devia ser dos mais novos, o people era predominantemente «cabeça branca» enquanto me incluo na grisalha. Fiz a minha ceninha, apanhei alguns olhares gulosos de sexagenárias. É uma pena não poder ir mais vezes neste horário, a mudança de ser o cota para passar a ser o puto é muito boa para este fraco ego.

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Até que a teta da vaca seque.

por Fernando Lopes, 8 Dez 16

vaimaisum.jpgRua de Passos Manuel, Porto

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Um oceano de supermercados.

por Fernando Lopes, 7 Dez 16

Antigo como sou, recordo-me da única cadeia de supermercados da cidade, «Invictus». Na infância a maioria das compras eram feitas na mercearia mais próxima. Quando a solenidade da ocasião assim o exigia, ia pela mão da avó às mercearias finas do Bonjardim. Embora muito desse comércio tradicional se tenha modernizado, transformado em gourmet, agora pelo Natal irei comprar queijo da serra e frutos secos a um dos estabelecimentos tradicionais sobreviventes. O cúmulo da finesse era ir ao «Augusto» da Foz, que ainda hoje existe. Esse foi o pioneiro do comércio de produtos alimentares premium, só se frequentava para compras muito especiais. Vem-me isto à cabeça porque deparei com a inauguração de dois «Continente» quase em simultâneo. Esgotado o modelo dos hipermercados, criam-se áreas mais pequenas em cada canto e esquina. Não sei se existirão clientes para tanta comida, mas havemos de arrotar só da visão de tanta loja alimentar.

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Mais de tasca que de salão.

por Fernando Lopes, 3 Dez 16

Aprecio os tipos delicados, calmos, elegantes. São tudo o que não sou. Ainda hoje, num almoço de amigos, brindei-os com a minha excessividade, a voz grossa, o vernáculo, o meu jeito especial de fazer de qualquer taberna a minha casa. Ocasionalmente sujeito a ambientes elegantes, consigo comportar-me discretamente, com a sobriedade mínima para não destoar demasiado. Mas sou demasiado exuberante, apalhaçado, bruto. A tasca é o meu meio, a conversa, aquilo que gosto verdadeiramente. Digo isto com um sorriso, porque ainda hoje tiveram de colocar ponto final na troca de galhardetes com o dono do restaurante. Não fora isso, ainda lá estava, a comer petinga, beber vinho verde branco, ferrar broa com chouriço. Sou, definitivamente, um tipo de tasca, não de salão.

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Elegância em tamanho grande.

por Fernando Lopes, 1 Dez 16

exuberancia.jpgMas que belo nome, porra.

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Vão-se foder, fedelhos mal-educados.

por Fernando Lopes, 1 Dez 16

Sou de esquerda, ateu, republicano. Mas os meus pais e avós ensinaram-me respeito pelos outros. Queira-se ou não, o rei de Espanha é uma figura que representa uma parte da sociedade espanhola. O país vizinho vive numa monarquia constitucional, tem instituições democráticas a funcionar. Ninguém os obrigava a aplaudir – também eu o não faria – permanecer sentado é o equivalente a uma pirraça ideológica. O PCP foi coerente e respeitador. Há muito que perdi a paciência para os infantilismos do Bloco, desde que Louçã, não o esqueço, abriu a porta a quatro anos de governo de direita. Portuguesmente, vão-se foder, fedelhos mal-educados.

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Bem-Feita.

por Fernando Lopes, 29 Nov 16

Sou pai, adoro sê-lo, a minha cria é uma espécie de farol que me ilumina sempre, mesmo quando o nevoeiro tudo torna difuso. Tenho apenas um irmão, e este lidar com o desenvolvimento no feminino é novo para mim. Começa a miúda a esgadanhar a adolescência, eu a transformar-me num pai preocupado. Consigo lidar com isso. Tal não me impede de recordar deliciosas estórias de infância de uma ingenuidade que, lentamente, desparecerá.

 

Quando andava no infantário a Matilde era muito amiga do Afonso, mas pegavam-se por tudo e por nada. Uma espécie de cão e gato, que primeiro se chateavam para logo a seguir fazerem as pazes.

 

- Pai, tropecei, caí e chorei.

 

- Não faz mal.

 

- Faz, faz, o Afonso riu-se e chamou-me bem-feita. Eu não quero ser bem-feita.

 

- Isso dizes agora, estou certo que daqui a uns anos mudarás de opinião.

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Yellow.

por Fernando Lopes, 29 Nov 16

And it was all yellow


A praga amarela terminou. Obrigado ao Pedro e à Treza

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Cuidado com os homens com quem dormes.

por Fernando Lopes, 28 Nov 16

Não sendo praticante, nada tenho contra sexo ocasional. O que passa, é que é necessário muito cuidado com o feliz seleccionado(a) para essas ocasiões. Não queria dizer isto, em primeiro lugar por ser uma generalização, em segundo por questões de género, mas os homens são uns grandes linguarudos no que às suas conquistas diz respeito. Vai daí uma moça precisa de duplos cuidados quando se deita com gajos sem tento na língua. As actividades com este órgão podem incluir tudo menos falar, o que nem sempre o tal macho consegue. Tomai atenção jovens e não tão jovens moças, em não dormir com gajos com complexos de inferioridade ou que tenham uma esponja tipo bota da tropa. Faça ao deleite de privar com uma moça gourmet, quando estão habituados a rancho, não hesitarão em dar com a língua nos dentes. Não é grave, mas pode tornar-se desagradável. Aconselho-vos pois, para essa prática esporádica, um verdadeiro conquistador, um playboy, ou sex machine. Esses, na esmagadora maioria dos casos ficarão calados. O maior conquistador que conheço é meu amigo, e nunca, nunca, diz nada. Nem a mim.

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Black Friday.

por Fernando Lopes, 25 Nov 16

Como é do conhecimento da freguesia habitual, costumo almoçar num shopping. Notei um movimento inusual de gente a circular, muitos com saquinhos nas mãos. É a maravilha da sociedade de consumo: gente a comprar com dinheiro que não tem, coisas de que não precisa.

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    Sempre gastava menos. Isso é para ricos, pá. Trint...

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    "olhares gulosos de sexagenárias"para elas foi uma...

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