Sábado, 30.06.12

Somebody that I used to know

 

Esqueçam a publicidade de deliciem-se com esta pérola.

Fernando Lopes às 13:21 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Echo & the Bunnymen 30 anos depois

 

Vi os Echo & The Bunnymen em 1982 em Vilar de Mouros. Sem bem me lembro, aguardávamos os Heróis do Mar e "Amor", e as vedetas da noite eram os Stranglers. Os Heróis não apareceram, os Stranglers já estavam em fase decadente e Ian e a sua banda foram a única coisa boa daquela noite, excepção feita à erva e cerveja. Actuaram no canto esquerdo do palco, para não interferir com o equipamento das vedetas de "Golden Brown". Hoje, 30 anos, 20 quilos e dezenas de milhar de cabelos brancos depois, vou revê-lo(s), graças ao meu irmão Pedro. Eu depois conto.

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Fernando Lopes às 02:14 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 29.06.12

O mariquinhas e os negociadores

O título não têm nenhuma conotação homofóbica. Neste caso, mariquinhas, refere-se a um fracote, pau-mandado, otário, sem visão, nascido da incubadora de Ângelo Correia e com uma mãe chamada Relvas, Miguel Relvas, estúpido-liberal, anti-patriota, incompetente e néscio baptizado como Pedro Passos Coelho. Os três países intervencionados nunca tiveram como objectivo unir-se para conseguir maior peso negocial, antes procuraram distanciar-se uns dos outros, como se o vizinho tivesse peçonha. Ao actuarem separados, enfraqueceram, tornando-se vulneráveis à fúria austeritária dos boches.

Mário Monti e Mariano Rajoy deram uma lição de política e negociação ao imberbe PM português. A Alemanha correndo o risco de ser arrastada para o vórtice da dívida soberana, cedeu em toda a linha. Já antes o insuspeito Der Spiegel tinha projectado uma subida do desemprego germânico para 9,3% e uma queda do PIB de 9,2% em caso de desmantelamento do euro. O italiano e espanhol sabem ler a imprensa internacional, antever os sinais e jogar com eles. Ontem conseguiram uma inegável vitória.

Não se trata só de uma questão de dimensão, embora esta não seja negligenciável. Trata-se de negociar. Esperemos que os governos de Grécia, Portugal e Irlanda aprendam esta lição dada por Monti. Itália também é a Espanha.

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Fernando Lopes às 20:18 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Todos os Europeus são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros

Os países interessados terão de subscrever memorandos de entendimento tal como os outros países ajudados (Portugal, Grécia e Irlanda) mas, ao contrário destes, não terão de adoptar medidas adicionais de austeridade nem ficarão submetidos aos controles regulares da troika de credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI).

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Fernando Lopes às 18:00 | link do post | comentar
Quinta-feira, 28.06.12

Patriotismo à Pingo Doce

Ontem, segundo me informou a D. Ana, nossa auxiliar indispensável para as tarefas domésticas, ao deslocar-se ao Pingo Doce deu de caras com um cartaz indicando de que iam encerrar mais cedo "devido a motivos patrióticos". Não sei se foi assim em todos os estabelecimentos da cadeia, mas alguém lhes devia ensinar que patriotismo é pagar um salário justo aos funcionários de molde a que não tenham de usufruir de apoio alimentar da empresa. Também patriotismo seria o pagamento integral de todos os impostos em solo português e não na Holanda.

Fernando Lopes às 07:18 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 26.06.12

As malas das senhoras

A entrada do edifício onde trabalho, faz-se através de acesso com um cartão magnético. Na hora de ponta é sempre um momento de alguma confusão. Interessante, é quando à minha frente está uma senhora com uma daquelas malas de mão enormes. Primeiro tentam passar a mala pelo leitor. Nada. Olham para mim com um ar suplicante. Se estou de bom humor abro a porta, caso contrário, faço um ar muito constrangido e digo "Esqueci-me do cartão". Inicia-se então um momento mágico. As queridas colegas começam a tirar para fora tudo o que a bagageira de mão contém. Saem porta chaves com bonecos enormes, aspirinas, brinquedos dos filhos, livros, carteiras de várias formas e feitios, tabaco e um infindável número de utilidades.

Dir-me-ão que é maldade. Não. Os homens têm uma enorme curiosidade sobre o porquê de as senhoras carregarem meio mundo numa mala de mão. Dois terços daquelas coisas terão utilidade uma vez na vida. Mas carregam-nas. Perdoar-me-ão as freguesas do estaminé que já passaram por situações confrangedoras por causa de energúmenos como eu. Mas existem poucas coisas mais divertidas que um número de magia deste calibre, executado mesmo à frente dos meus olhos.

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Fernando Lopes às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 25.06.12

Numa gaiola dourada

Não tenho grandes dúvidas que as vaias sucessivas a que Cavaco e Passos têm sido sujeitos são organizadas. Este facto não lhes retira legitimidade. O direito à indignação, como lhe chamou Soares, faz parte da democracia. Os portugueses não estão contentes com as soluções que lhes têm sido apresentadas, não tanto pelos sacrifícios, mas pela sua comprovada inutilidade. Propor austeridade atrás de austeridade, precariedade em cima de precariedade, não resolve nada. Há muito que este governo e este PR fazem parte do problema e não da solução. Quem ande na rua, fale com os trabalhadores, reformados, comerciantes, entenderá bem a dimensão do descontentamento. Não existe falta de legitimidade democrática, mas um défice de conhecimento das dificuldades que atravessamos. Os senhores que nos governam acabarão os seus mandatos escondidos numa gaiola dourada. De onde, de facto, nunca saíram.

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Fernando Lopes às 01:21 | link do post | comentar
Domingo, 24.06.12

Já não se pode baptizar uma amiga

 

Demitiu-se o bispo argentino Fernando María Bargalló, após ter sido fotografado com uma amiga, num resort mexicano. Acho mal. Qualquer observador que não seja mal intencionado compreende que Bargalló, imbuído do espírito de missão que caracteriza os prelados, estava apenas a baptizar uma amiga que se havia convertido recentemente.

Fernando Lopes às 12:58 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 23.06.12

Murro em ponta de faca

O que todos sabiam, foi finalmente admitido pelo visionário Gaspar. Chegamos a um momento em que, por mais que se aumentem os impostos, as receitas diminuirão. É o excesso fiscal a gerar o efeito contrário ao pretendido. A política deve ser dos políticos, não dos tecnocratas, que baseados em modelos teóricos de fiabilidade duvidosa, insistem, como num passe de mágica, na austeridade regeneradora. Não é. É um modelo falhado. E para isso não é preciso ser economista, basta ter senso comum. As famílias portuguesas receberão nos próximos meses um balão de oxigénio com os subsídios de férias. Meio milhão de funcionários públicos estão excluídos. Os outros utilizarão o dinheiro para pagar contas. Em Setembro surgirão novas medidas de austeridade, numa espiral que tudo suga. E Gaspar, atafulhado em "curvas de Laffer", em baixa de receita, em aumento substancial do desemprego, continuará a dar murros em pontas de faca. E nós a sangrar por ele.

Fernando Lopes às 10:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 22.06.12

ainda há cascatas


Ainda há quem mantenha a tradição. Na AXA, Porto, Rua Gonçalo Sampaio.
Fernando Lopes às 18:59 | link do post | comentar
Quinta-feira, 21.06.12

amanhã, o meu coração só têm uma cor: azul e branco

 

Como já aqui escrevi, o futebol não me entusiasma particularmente. Também sou céptico relativamente ao prestígio que as nações contabilizam por ganhar ou perder campeonatos. Não sendo conhecedor do jogo, admito que nas actuais circunstâncias, o peso político destes confrontos possa ser maior que o habitual. Custou perder com a Alemanha. Porque jogamos melhor e por ser a Alemanha. Amanhã, pela primeira vez neste Europeu, irei seguir um jogo com a maior atenção. Esperando que a Grécia, de algum modo, vença. Como diria João Pinto, capitão do meu F.C.P. e conhecido pela eloquência, "o meu coração só têm uma cor: azul e branco".

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Fernando Lopes às 18:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 20.06.12

E que tal entaipar Rui Rio?

 

Quando miúdo passava os fins de semana na Constituição. O jardim do Marquês era o espaço verde por excelência daquela zona densamente urbanizada. Lá existia uma biblioteca. Pouco mais que um quadrado, uma pequena sala, a abarrotar de livros. À época os mais procurados eram os álbuns de banda desenhada. Entre uma futebolada e outra, passei ali bons momentos. Uma biblioteca infantil, num jardim. Devo confessar que há anos não passo pelo local, mas guardo boas memórias desses tempos em que líamos o Astérix e o Lucky Luke num local público. Activistas quiseram reactivar o espaço, entretanto abandonado. Rui Rio não quer que as crianças leiam. Podem ter ideias. Imaginar. Sonhar. Recorre-se ao expediente do costume. Tal como na Fontinha, tudo pode estar abandonado até que um qualquer grupo tenha uma ideia para o espaço. Aí, o palhaço, mandar entaipar. Antes abandonado do que utilizado. Quem exerce a cidadania são criaturas muito perigosas.

Fernando Lopes às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Terça-feira, 19.06.12

Sou um cliente especial

O telemóvel não pára de apitar. Recebo mensagens a provar o quão importante sou. Todo e qualquer boteco de onde alguma vez trouxe um par de peúgas e cometi a imprudência de deixar o número me contacta. A Throttleman diz que têm promoções só para mim, "um cliente especial". A Mr. Blue e a Sacoor, desconto de 50%. Até o Continente me avisa que tenho vales de desconto e se prontifica a levar-me a paparoca grátis até ao Algarve. Estou deslumbrado com este súbito estatuto que me atribuem. Mesmo as empresas que começam por Corte me oferecem bónus e mimam. Como Cortefiel ou Corte Inglês. E ele há lá nome mais adequado para a época que vivemos do que Corte.

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Fernando Lopes às 08:10 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Segunda-feira, 18.06.12

O flamenco do Bankia

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Fernando Lopes às 00:38 | link do post | comentar

Nós é mais corridas de carros

 

Na minha cidade está encerrado o Solar do Vinho do Porto. Um local onde a plebe podia usufruir de algum requinte a preços razoáveis. Onde os turistas desfrutavam de um porto e de uma vista magnífica, num ambiente de enorme tranquilidade. O edifício era antigo, mas não se encontrava degradado. Muitas vezes antecedemos jantares de amigos, bebendo vinho e paisagem em simultâneo. Parece que o solar necessita de obras no valor de 300.000 euros. A câmara,  proprietária do edifício, e o Instituto dos Vinhos e do Douro e Porto, que explora o espaço, não se articularam, e desde janeiro, nada foi feito para reactivar este ex-libris da cidade. Como diria Rio, o F da P, nós é mais corridas de carros.  

Fernando Lopes às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 17.06.12

Playboy Islâmica

 

Na minha juventude fui consumidor da Playboy. À época só existia a edição brasileira, em que grandes divas do teatro, cinema e moda se despiam sem preconceitos. Montes de vénus bem anos 70 e 80, isto é, com pilosidades abundantes. Claro que também havia grandes entrevistas, com personalidades notáveis, mas isso nunca foi o leitmotiv para a compra da revista. O móbil sempre foram gajas nuas. Mamas. Rabos em forma de coração.

 

A edição portuguesa desapareceu, renasceu, mas continua a ser fraca no que deveria ter de notável. Mostrar as moças célebres de Portugal ao natural. A edição com Rita Pereira foi criticada por parecer um catálogo de lingerie. Pela capa, este mês não será substancialmente diferente. Não fosse o lettering e nada a distinguiria do catálogo da Intimissimi. Que se pode obter à borla ou consultar na net. 3.95 € para ver gajas em lingerie e nada de febra nacional? Caro!

Ambas as capas poderiam ser exibidas num qualquer quiosque da Arábia Saudita. E isso diz muito sobre a inocuidade das imagens. O comprador deveria vislumbrar carne, para se sentir compelido a comprar. Assim, caros editores, não vão lá. Aumentem o cachet, arranjem moças que se dispam ou dentro em breve serão mais uma empresa na falência. Como dizia o RAP, o que a malta quer ver quando compra a Playboy, é chicha.

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Fernando Lopes às 00:08 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 16.06.12

salve-se quem puder!

Estou nos antípodas ideológicos de Morais Sarmento. Isso não me impede de lhe reconhecer coerência e capacidade de análise política. Ontem, verbalizou o que muitos intuímos. Após uma fase de apatia, passaremos à do salve-se quem puder. MS referia-se à Europa, mas julgo que tal se pode aplicar às pessoas. Tenho 49 anos e trabalho há 26. Nunca, neste longo período, assisti a uma ofensiva tão despudorada aos direitos dos trabalhadores.

A senhora que dorme cá em casa, trabalha numa base regular, mais de 50 horas por semana. Mais de 2 horas extra por dia, não remuneradas. Mais de 200 horas no banco de horas, o que na prática significa um mês e meio de férias extra, que nunca irá ser gozado ou pago. Perante isto, os patrões, empoleirados no medo do desemprego, fazem propostas obscenas como baixar salários. A quem trabalha mais 40 horas por mês, 12 semanas extra por ano. A desvalorização do trabalho proposta por António Borges, tecnocrata de má fama, há muito que existe nesta componente que descrevo.

Esquecem-se os patrões, nesta voragem de tudo querer, que um animal acossado, ataca. Não deverá faltar muito para surgir o serial killer do escritório ou da fábrica, que, desesperado, no desemprego, mata o chefe, e uns colegas pelo caminho. Os sociólogos vão fazer belas análises.

 

Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar
Sexta-feira, 15.06.12

O divórcio do ano

 

A partir do minuto 2:00

 

 

 

 

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Fernando Lopes às 19:21 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Faz-se o que se pode

Este blogue têm andado a um ritmo intermitente. Um trabalho de grande volume, que rouba inspiração, é o culpado. Para a semana tudo deverá voltar à normalidade, brindando os amigos que me vistam com os "posts de pescada" habituais. Obrigado e um enorme abraço a todos.

 

 

Fernando Lopes às 19:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 13.06.12

Portugal devia jogar todos os dias

 

de manhã e à tarde. A maravilha que é percorrer uma cidade sem trânsito vale bem o sacrifício de aturar patriotismo bacoco. Hoje não houve crise, fome, desemprego. Fico feliz por Portugal ter ganho, mas não são 11 marmanjos a correr atrás de uma bola que fazem a imagem de um país. Perguntem à Espanha, campeã do mundo e da Europa quanto é que isso vale para as agências de rating. 

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Fernando Lopes às 20:48 | link do post | comentar | ver comentários (4)
 

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