Domingo, 31.07.11

Más tripas ou maus fígados?


Do alto dos meus 48 anos de portuense, posso assegurar que nunca esta cidade teve um Presidente da Câmara tão medíocre. As qualidades que os meus concidadãos lhe reconhecem são para mim um mistério. Sempre o vi como uma figura provinciana, poupadinho, sem obra ou visão de futuro para a cidade. Com uma mentalidade tacanha, privilegiando os seus ódios sobre os interesses do colectivo, é um personagem tão desprezível que quase nunca me apetece escrever sobre este Salazar de pacotilha. Lembro o episódio pífio do fogo de artifício que não rebentou, o virar de costas ao maior clube da cidade, passando pela completa ignorância dos movimentos culturais e artísticos que se geraram na cidade sempre à sua revelia. Agora mostra uma vez mais a menoridade da sua dimensão com o triste episódio das tripas. Incapaz de se articular com quem não segue cegamente a sua cartilha, este homúnculo, dá o dito por não dito e não apoia as tripas como candidato às 7 maravilhas gastronómicas de Portugal. Episódio insignificante e um concurso um bocado ridículo, é certo. Mas como autarca da segunda cidade do país cumprir-lhe-ia apoiar o nosso prato mais antigo e tradicional. Mesmo a contragosto, que há muitos tripeiros que não gostam de tripas. Mas, uma vez mais provando a sua menoridade e incapacidade de estabelecer pontes ou consensos, gasta dinheiros públicos para verberar contra o seu rival Menezes. Como cidadão que paga os seus impostos municipais custa-me sobremaneira que o meu dinheiro seja gasto  para alimentar egos desproporcionalmente inflados ou rivalidades provincianas.

Publicado no aventar na rubrica "aventar - Faça-o você mesmo". Os meus  profundos agradecimentos aos aventadores. É uma honra imerecida.

Fernando Lopes às 21:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 30.07.11

Thousands of people missed the revolution (but are revolting anyway)

Fernando Lopes às 20:00 | link do post | comentar
Sexta-feira, 29.07.11

Colossal


Pedro Passos Coelho parece ter uma preferência pelo vocábulo colossal. Voltou a usá-lo no primeiro debate na Assembleia da República. Utilizou "esforço colossal". E as palavras nem sempre libertam. Decorrido um mês de governo podemos falar várias vezes de colossal:

1. Colossal o aumento de impostos que tal como Pedro (o apóstolo) negou quando perguntado.
2. Colossal o aumento dos transportes públicos.
3. Colossal o número de elementos da comissão para acompanhamento das medidas da troika (30).
4. Colossal a embrulhada em que o governo se colocou com as nomeações para a Caixa.
5. Colossal a insensibilidade que demonstrou ao deixar um mero Secretário de Estado ventilar a hipótese de uma ainda maior diminuição das indemnizações por despedimento, colocando não uma geração, mas um país, com vínculo laboral precário.
6. Colossal o impacto que irá ter nos nossos bolsos a liberalização do mercado energético.
7. Colossal a ineficácia de um governo que, um mês volvido, não apresentou uma única medida de redução da despesa pública verdadeiramente capaz.

Poderia continuar ad eternum a utilizar a palavra colossal para caracterizar o absurdo deste modelo ideológico, para o facto de a austeridade gerar recessão, para o momento em que estas medidas nos transformarão numa segunda Grécia. Atirar dinheiro para cima dos problemas não os resolve. É um facto que Sócrates provou à saciedade. Retirar dinheiro e direitos aos poucos trabalhadores que ainda resistem é como tentar apagar um fogo com gasolina. Algo que, infelizmente, o tempo se encarregará de provar.
Fernando Lopes às 23:19 | link do post | comentar | ver comentários (2)

La bella Italia

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Fernando Lopes às 14:53 | link do post | comentar

O inventor


O inventor de Portugal foi um português ...
Enviem antes esta à Moody's, pode ser que compreendam as nossas idiossincrasias.
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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 28.07.11

Somália


"2011 has been the year of all crises, but I think that in Somalia we can find the worst humanitarian disaster of this year," Guterres told accompanying journalists. "Our heart is broken when we see mothers telling us that after having walked for days to reach safety, they have lost their children along the way [and] to see children dying and then doctors not being able to help because it is too late."

Para ajudar a minorar este pesadelo pode fazer um donativo aqui. Apenas 7 dólares são suficientes para afastar a morte de alguém. Quantas pessoas vamos ajudar hoje?

P.S. - Ao fazer o donativo, não se esqueça de mudar o tabulador de monthly gift para single gift se o quiser fazer mensalmente ou apenas uma vez.

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Fernando Lopes às 19:37 | link do post | comentar
Quarta-feira, 27.07.11

tesourinho deprimente ...

Fernando Lopes às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Coisinha mais sexy ...


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Fernando Lopes às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Patriotismo viral

Recentemente muitos portugueses, quais belas adormecidas, acordaram e em vez de um príncipe encantado depararam com o pesadelo em que se tornaram as agências de rating. Os mesmos portugueses que estenderam o dedo acusador ao vídeo "What the Finns Need To Know About Portugal", acusando-o de patriotismo bacoco, imprecisões históricas e o diabo a quatro divulgam agora um vídeo em inglês, com um locutor usando uma pronúncia upper class sobre a Moody's intitulado "We are not in the Moody's". Este patriotismo selectivo e circunstancial, enoja-me. O vídeo dos finlandeses como poderia servir de "muleta" a Sócrates foi maltratado, diminuído nos seus argumentos, analisado como uma peça a descartar rapidamente. Estes críticos fazem agora a manobra de propaganda inversa, amortizando o "murro no estômago" com imagens do 12 de março, casamento gay e outras. Não sendo um patriota circunstancial,  nem sobrevalorizando o patriotismo que amiúde esconde nacionalismos retrógrados e conservadores apraz-me registar o regresso ao bom-senso de ovelhas tresmalhadas pelo ódio a Sócrates. Back to basics, i.e. discutir ideias e propostas e não indivíduos.

Fernando Lopes às 11:05 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 26.07.11

sempre Fiel!

"Ao tomar conhecimento dos tiques, toques e idiossincrasias dos novos governantes sinto-me um adolescente a descobrir os cheiros, manias, virtudes e defeitos de uma namorada nova.
Estou convencido de que é genuíno o tique Massamá/muamba do carácter frugal de um primeiro-ministro casado com uma fisioterapeuta guineense de anca larga que não se importa de desmentir o "Povo Livre" no lamentável episódio do "desvio colossal" e faz questão em viajar em económica nos voos europeus.
Não consigo disfarçar a minha admiração por um ministro da Economia que teima em visitar empresas, pede para lhe chamarem Álvaro e não renega as opiniões desassombradas que deixou escritas em artigos, livros e blogues.
Aprecio muito o sentido de humor Monty Python de um ministro das Finanças que expressa pausadamente um raciocínio fluído - e usa sempre fatos dois números acima do seu e umas olheiras que só podem ser um certificado de stakhanovismo (na dúvida sobre o significado desta expressão, faça o favor de consultar o Google).
Nunca pediria namoro a Assunção Cristas, mas estou em crer que ela deve ser uma óptima dona de casa, uma rapariga poupada, adequada aos novos e rigorosos tempos em que todos tentamos sobreviver."

Jorge Fiel no JN

Fernando Lopes às 00:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 25.07.11

Uma imagem por dia (XIV)

Fernando Lopes às 22:22 | link do post | comentar

"eles andem aí"




Cumpre-me informar os meus queridos 14 leitores que "eles andem aí" e vão começar pela Andaluzia e pelo Algarve.
Atenção!! Ao visitar este blogue podem estar a ser vigiados pelo SIS. Meeeeeedo! :)

Via 5 dias.

Fernando Lopes às 19:25 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Fundamentalismos



O atentado ocorrido na Noruega tem-se prestado às mais diversas interpretações. O mainstream tende a separar o facto de o atentado ter sido concebido e perpetrado por um cristão da sua dimensão religiosa. Dois pesos e duas medidas que chocam quem, apesar de culturalmente integrado na matriz judaico-cristã europeia, se sente distante do divino e das perturbações a ele associadas.

No entanto, o fundamentalismo católico existe. O Papa Bento XVI já mostrou a sua permissividade para com as missas em latim e movimentos católicos radicais. A missa em latim passaria a ser um ritual medieval, incompreensível para a esmagadora maioria dos católicos. E isto é uma forma encapotada de submissão dos fiéis aos pastores e um rito que dista muito pouco das orações das madrassas repetidas ad infinitum até que sejam interiorizadas como a verdade única.

Existe fundamentalismo católico, ou cristão num sentido mais lato, na América de Sarah Palin e de Michele Bachmann, na Igreja católica de Bento XVI, na Opus Dei e em outros movimentos católicos de cariz conservador. Atirar pedras ao que nos é estranho, é sempre a atitude fácil. Compreender que o fundamentalismo é transversal e existe também no cristianismo é essencial sob pena de num mundo plural sermos tentados a ver e compreender uma verdade parcelar.

P.S. - Reflexões complementares no arrastão e no albergue.

Fernando Lopes às 00:27 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Domingo, 24.07.11

A revolução já começou



Dedicado à Ana. Porque conformar-se é morrer um bocado.
Fernando Lopes às 22:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Bem-vindos à guerra social



"Quando se liquidam empregos, baixam salários, se contrata a prazo e se acaba com a velha conquista do movimento operário, no início do século xx, de oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso, era bom que se lembrassem que além do roubo que estão a fazer a quem trabalha também estão a semear uma guerra. E estas, quando começam, não se sabe como acabam."

Nuno Ramos de Almeida no  i

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Fernando Lopes às 19:25 | link do post | comentar | ver comentários (2)

nem só de rock vive um homem



ouvido ontem ao vivo ... em cover ...
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Fernando Lopes às 12:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 23.07.11

Bando dos Quatro

Estes são os outro quatro

O "bando dos quatro" reúne-se novamente para celebração da amizade e da vida. Para mim estes encontros são sempre particularmente agradáveis e divertidos. Ser praticante do espírito dionisíaco sempre fez parte do meu modo de ser. Celebração permanente que amanhã podemos estar mortos. Também sou cultor do excesso porque só nele encontramos a nossa medida. Excesso de idealismo, exaltação, sentimentos exacerbados de tudo ou nada, de amor ou ódio. As meias-tintas não moram aqui. Assim vamos em frente, jovem no coração, com um olho no passado e outro bem aberto para gozar o que ainda aí vem. Até já, porque nas próximas horas, num exercício de regressão a quatro, volto a ter 15 anos.

Fernando Lopes às 18:07 | link do post | comentar

Maltratar o português é um desporto nacional

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Fernando Lopes às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

We are all prostitutes

Ainda a propósito da polémica envolvendo Pacheco Pereira, o 31 da armada, o Albergue Espanhol e o Cachimbo de Magritte lembrei-me desta t-shirt muito em voga em terras de Sua Majestade nos idos de 80. Ou como bem dizem os ingleses "every dog has its day".

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Fernando Lopes às 00:33 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 22.07.11

all you wanted to know about blogs but were afraid to ask


O sinistro Pacheco Pereira, tem mais um dos seus ataques de "lucidez selectiva". No abrupto revela um pouco do all you wanted to know about blogs but were afraid to ask.

"...blogues de facção, foram nos últimos anos um instrumento fundamental na propaganda do "passismo" no PSD, atacando com virulência Manuela Ferreira Leite, promovendo os seus, fazendo o sale boulot. Não admira que agora pareçam mansos cordeiros: é que chegou o payback time."

Seguem-se as nomeações:

"...
31 da Armada: Afonso Azevedo Neves, Carlos Nunes Lopes, João Villalobos

Albergue Espanhol: Afonso Azevedo Neves, António Nogueira Leite, Pedro Correia
Cachimbo de Magritte: Miguel Morgado
Portugal dos Pequeninos: João Gonçalves"

É claro que os fundadores da oeiras school of economics e uns jovens já crescidos mas que ainda que gostam de brincar à Guerra das Estrelas, acusaram o toque. Os do 31 da palhaçada  dispararam 14 postas de rajada, mostrando o visível embaraço que lhes causam as nomeações. A imprensa já não é o Quarto Poder. Foi-lhe usurpado pela blogosfera.

Fernando Lopes às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (5)
 

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