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O Day After

por Fernando Lopes, 31 Mar 11

 

A inevitabilidade da intervenção do Fundo Europeu/FMI, é uma realidade incontornável. Pode tardar, mas cá chegará. Não pelas mãos de Sócrates, que se recusará a carregar esse ónus, mas será o primeiro acto do governo que vier a tomar posse após as eleições.

A Sábado já faz editoriais bilingues, não vão os assessores de Merkel, quererem ler a imprensa lusitana. E depois temos uma reportagem, para todos os que suspiram pela entrada do FE/FMI. Dois jornalistas, deslocaram-se à Irlanda e Grécia. Trazem-nos uma realidade azeda, feita de desemprego, de baixas generalizadas de salários, de retrocesso social, de filhos que regressam à casa dos pais, de angústia e desespero. É um banho de realidade sobre o que nos espera. "Uma espiral descendente sem solução", como caracterizou Eva, uma grega de 40 anos.

E agora, continuem a berrar pelo FMI. Continuem a votar no centrão. Depois falamos.

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"Os Pais dos Outros" de Romana Petri

por Fernando Lopes, 30 Mar 11


E agora, algo de  pessoal. Por razões que não vêm ao caso, fui criado com os meus avós desde os 6 meses de idade. Consequentemente os meus pais foram os meu avós. Quando aos cinco ou seis anos, tentaram que regressasse à casa pátria, a demanda foi inútil. Nem à força me conseguiriam tirar do mundo que conhecia e amava.

A relação foi-se mantendo conturbada e difícil, e deixou marcas que até hoje permanecem. Um sentido de rejeição. Um relacionamento belicoso com o meu pai e mãe. E um orgulho no modo como exerço a paternidade, que quase roça a soberba. Sobre mim nunca foi exercida qualquer tipo de violência. Devo ter apanhado duas ou três merecidas palmadas no rabo. Mas as relações pais-filhos são sempre marcadas por conflitos, enganos e desenganos, e a nossa muito particular mundividência.

Estas confissões foram despoletadas por um livro extremamente agreste sobre as relações entre nós e os nossos progenitores, que se chama "Os Pais dos Outros" de Romana Petri. Para quem viveu situações de conflitualidade extrema, este livro é quase uma catarse, pela mais simples das razões. A visão é sempre a dos filhos, e de como os pais (mesmo os ausentes), formam a nossa personalidade, despoletam as nossas angústias, são o objecto da nossa raiva.

Ou como nunca passamos de crianças a querer agradar aos pais.

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Até tu, Moedas?

por Fernando Lopes, 29 Mar 11

Há quem se venda por uns trocos. Judas vendeu Cristo por 30 dinheiros. Nem é preciso tanto para Carlos Moedas desdizer o chefe.
Carlos Moedas corrige Passos e afirma que aumento do IVA só em “caso hipotético”
Nesse obra prima do jornalismo , que é o "Povo Livre" em formato diário, vulgarmente conhecido como Público.

P.S. - Depois digam que isto não é um pasquim do mais rafeiro que há. O Pedro lá se queixou e o título foi corrigido para um mais softcore.

Título corrigido às 11h00. "Carlos Moedas corrige Passos e afirma que aumento do IVA só aconteceria em “caso hipotético” foi substituído por "Carlos Moedas afirma que aumento do IVA só aconteceria em “caso hipotético”

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Futre por Rui Unas

por Fernando Lopes, 28 Mar 11



Uma dobragem genial de Rui Unas. Dedicado ao meu amigo Fernão, sportinguista dos quatro costados.

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Temas:

From Ireland with love

por Fernando Lopes, 28 Mar 11

Para todos os PPDs/PSDs, que andam desejosos que venha aí o FEEF/FMI, uma crónica do Independent , sobre a vida pós FMI. Só para tirarem umas ideias. Roubado do i.

"Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevitably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come. "

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Mais, muito mais do mesmo ...

por Fernando Lopes, 28 Mar 11


Quem pensava que Sócrates tinha sido derrubado pelo plano de austeridade que propunha, desengane-se. Tudo o que se passou, não vai além de jogos florais. Passos Coelho que num dia estava preocupado com os velhinhos (são muitos, e votam tradicionalmente nos conservadores), já propôs o aumento do IVA. Assim dá com uma mão e tira com a outra, mas nenhum velhinho poderá dizer que não foi aumentado. Se com esse aumento compra mais, ou até as mesmas coisas, já é outra conversa.


O segundo acto desta opera buffa, é a fúria privatizadora do PSD. Privatize-se, para ser a panaceia para todos os problemas na São Caetano à Lapa. E se há privatizações que posso aceitar, as que são propostas atemorizam-me. Passos Coelho diz que “Votámos contra o PEC porque não foi tão longe quanto devia”. Transportes e água estão na mira das privatizações. Depois, com tempo, virá o ensino, a saúde e o que mais se quiser. A conclusão é que este moço com ar de "Ken" de trazer por casa, quer importar o modelo liberal norte-americano, precisamente o que mais desigualdades tem gerado entre os países ditos "civilizados". Alguém que faça o favor e envie ao jovem os documentários do Michael Moore. Só para ele ver no que podem dar as privatizações selvagens.

P.S. - Nesse pasquim de referência que se dá pelo nome de Público, nem uma nota sobre estas declarações. De certeza que o ex-maoista , José Manuel Fernandes, já não manda naquela tasca?

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Angústia depois do jantar

por Fernando Lopes, 27 Mar 11

Resolvi, por razões de decência e privacidade manter um mínimo de reserva da meia dúzia de pessoas que lêem isto. Ao privado, o que é privado. No entanto, um mail que recebi, agitou fantasmas velhos, desilusões mal resolvidas, frustrações e angústias que misteriosamente me acompanham e nunca cessam de me andar a meu lado. A angústia que me consome, já me levou em tempos idos a uma overdose de comprimidos e whisky. Valeu-me um irmão diligente e uma mulher preocupada. Tudo se resolveu com uma lavagem intestinal e uma algália de que ainda hoje guardo péssimas recordações. Mas os fantasmas permanecem. E há momentos, durante a noite, em que incapaz de dormir me ponho a pensar como será o sono eterno, longe do mundo e das preocupações do dia-a-dia. Dir-me-ão que é uma atitude dos fracos. Talvez. Mas o vazio em momentos de indefinível angústia parece tentador. A ver se com este exercício afasto de vez estes fantasmas que persistem em me acompanhar.

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March for the alternative

por Fernando Lopes, 26 Mar 11

Fonte:guardian.co.uk


, como cá. É a luta, pá!

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Demissão

por Fernando Lopes, 26 Mar 11


Roubado do facebook da Rádio Comercial.

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Temas:

Killing an arab

por Fernando Lopes, 25 Mar 11


A propósito da notícia e fotos publicada no "Der Spiegel"  de um pelotão de execução das forças da ONU no Afeganistão. Ou como há talibãs em todo o lado, mesmo que se chamem "kill team".

Preocupante mesmo, é a constatação do "Der Spiegel" de que “Só publicamos uma ínfima parte, três de cerca de 4000 fotos e vídeos, apenas o indispensável para contar a história de uma guerra que começou com as melhores intenções, que devia perseguir terroristas da Al-Qaeda do Afeganistão, que foi autorizada por um mandato da ONU, mas que há muito se tornou uma outra guerra".

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